Santiago de Compostela – Campo de Estrela

 

História

Campo de Estrelas (Compostela – Campus Sttelae) segundo relatos e lendas, o camponês Pelayo, seguido pelas estrelas foi levado até o túmulo do apóstolo Tiago – dizem também que seu túmulo reluzia como estrelas num vasto campo e por isso Pelayo o encontrou – .

Tiago Maior, foi um Apóstolo fiel, e depois de alcançar o fim do mundo (Finisterra) pregando, retornou a Jafa (Egito), mas foi assassinado por Herodes, e seus restos mortais jogados no deserto. Devotos recolheram seus restos e mandaram de navio para a terra onde havia profetizado, a região de Finisterre e Santiago ou Compostela.

Seguindo as coordenadas de Aymeric Picaud datadas do século XII e da Via Láctea, decidi seguir de bicicleta o Caminho feito a pé por peregrinos que por devoção iam até o túmulo do Apóstolo Tiago (Santiago Mayor) agradecer, pagar promessas, pedir auxílio por algo que necessitavam, ou pela graça alcançada.

Caminho este chamado de Caminho de Santiago de Compostela.

 

Compostela é feito por muita gente, motivados pela fé, pela necessidade de superar desafios ou por turismo apenas. Mas o que se sabe é que, independente do motivo ou razão, todos que concluem passam por grandes experiências.

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Caminho de Santiago – crédito: M.Marçal
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Marco zero do Caminho de Santiago de Compostela – crédito: M.Marçal

Rota

Dei inicio à pedalada no sul da França de San Jean Pied de Port, cruzei os Pirineus e mais cinco regiões da Espanha até chegar a Santiago de Compostela.

Concluída essa primeira meta, o próximo objetivo foi chegar em Finisterra (Finis Terrae – Fim da Terra), localidade tida antes das grandes navegações como o fim do Mundo e procurada pelos Peregrinos antigos que de lá provando seu feito levavam de volta uma Vieira (a concha).

Dica 

A concha é a maior referência para os peregrinos se localizarem durante o caminho, leia mais no post: → Símbolos de Santiago

Lá também aproveitavam para queimar as veste que usaram no caminho em sinal de desapego e para mandar embora todos os sofrimentos – ritual que é realizado até os dias de hoje pelos peregrinos que lá chegam – a região também é conhecida como Costa da Morte, por testemunhar grandes naufrágios.

Turisticamente falando, esse ponto do Atlântico é conhecido como o “túmulo do Sol” em menção aos inigualáveis por do sol que lá acontecem.

Caminho finalizado segui ainda até a cidade do Porto, mais precisamente na Catedral da Sé agradecer esse grandioso momento vivido.

E mais uma vez vou na promessa de voltar, e junto com vocês encerrar essa minha bicigrinação.

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Finisterra – crédito: M.Marçal
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Bicigrino – crédito: Peregrino peregrinando

Foto capa: Alfredo

 

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