A misteriosa
Ilha de Páscoa 



 

A Ilha de Páscoa é uma pequena da ilha polinésia no meio do Pacífico. Desde que foi  descoberta pelos espanhóis em 1722, em um domingo de páscoa, é um lugar místico e misterioso por conta das massivas estátuas esculpidas nas rochas vulcânicas da ilha, chamados de Moai.

Hoje, a Ilha de Páscoa possui 887 Moais, sendo que apenas 288 chegaram até os Ahus. A grande maioria dos moais, encontram-se nas redondezas da fábrica de moais (base de um vulcão onde os moais eram esculpidos). O maior Moai tem mais de 21 metros e pesa entre 140 -160 toneladas.

Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui – nome polinésio que significa ”Ilha Grande” – é a ilha habitada mais isolada do mundo, e hoje pertence ao Chile.

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Ahu Tongariki – crédito: Lucas CN
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Moais da Ilha de Páscoa – crédito: Lucas CN

Em 2013, Claudia e eu, juntos com meu primo e mais dois amigos, embarcamos nessa viagem. Foi quando a LAN se uniu com a TAM e lançaram uma incrível promoção na época. O roteiro dessa viagem foi de 5 dias, onde tivemos a chance de conhecer quase que toda a ilha. Fizemos passeiso a pé, de bike e caminhonete alugada.

Mesmo sendo uma viagem de uns anos atrás, me lembro muito bem da chegada em Rapa Nui. Foi um grande dia que ficará marcado. Recomendamos muito essa viagem!!

Dica

Quando fizer a reserva do ascento do Chile para a Ilha de Páscoa, reserve o lado esquerdo

Estávamos sentados no fundo da aeronave, do lado esquerdo e na janela, o comandante anunciou que o pouso estava liberado, e o avião começou a aproximação, e a única coisa que se via pela janela do avião era água.

Quando nos últimos segundos foi possível avistar a tão esperada Ilha de Páscoa, e para apimentar ainda mais à chegada, vimos de dentro do avião o primeiro Ahu (Altar onde se encontram alguns Moais). E com o coração a mil, a aeronave pousou, estávamos em Hanga Roa!

Aeroporto IPC – crédito: Lucas CN
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Chegada a Ilha de Pácoa – crédito: Lucas CN

Onde ficar

A maioria das hospedagens vai receber os turístas no aeroporto, pois o vôo direto vindo de Santiago é um grande evento no dia dos Rapanuis. Na tradição é polinésia, as pessoas são recebidas com um arco de flores frescas da ilha saudação – IORANA! – que significa bem vindo. Iorana pode ser usado para bom dia e tchau também.

Os tipos de hospedagem variam bastante na Ilha. Vão de hotéis luxuosos até hostels e hostals (pousadas familiares). Mas uma coisa é certa, mesmo um simples hostel não será barato. Os valores das diárias de pousadas e hotéis na Ilha de Páscoa são altos.

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Rapa Nui – crédito: Lucas CN

Nós ficamos hospedados no Hostal Petero Atamu, pousada familiar simples mas perfeita para nossa viagem, boa localização e bem limpa. Já a internet era muito ruim, mas pra que internet né?

O hostal fica muito perto do Ahu Tahai, o mesmo que havíamos avistado de dentro do avião durante o pouso o que nos possibilitava ver o sol se por atrás dos Moais.

O centrinho estava no máximo 15 minutos de caminhada do nosso Hostal. Em Hanga Roa existem diversos outros lugares onde ficar, como o Tuava Bungalows ou Aukara Bed and Breakfast.


Veja mais

→ hospedagem na Ilha de Pácoa

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Cratera, vulcão Orongo – crédito: Lucas CN

O que fazer

Nós ficamos 5 dias na Ilha de Páscoa, não diria que é o suficiente, mas é o mínimo para explorar bem a ilha e sentir a vibe da cultura local na pequena cidade de Hanga Roa.

Logo na chegada, ainda no aeroporto, você já pode comprar as entradas do Parque Nacional com 10 doláres de desconto ao valor vendido no parque. O bilhete lhe dá acesso à fábrica de Moais e vulcão Orongo. Confira o valor atualizado.

No primeiro dia resolvemos exploraro vulcão Orongo na caminhada. Levamos cerca de uma hora e meia, quase duas horas para chegar até a cratera a partir da pousada.

A vista lá de cima é impressionante, a cratera é gigantesca e hoje dá espaço a um lago de água doce. Além da cratera, o local possui o centro de visitantes onde carimbamos nossa entrada comprada no aeroporto.

No local existem também algumas casas da antiga civilização Rapanui. Muita beleza natural e história no mesmo lugar. Na volta a Hanga Roa, nós alugamos uma caminhonete e organizamos nosso tour do dia seguinte que começaria as 4 da matina.

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Ahu Tongariki no amanhecer do dia – crédito: Lucas CN
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Nascer do Sol, Ahu Tongariki, crédito: Lucas CN

Estávamos há 40 minutos do Ahu Tongariki, o maior altar da ilha com 15 moais de costas para o mar. O nascer do sol nesse sítio arqueológico é de uma grandeza ímpar. Acordamos cedo, temperatura perto do zero e lá fomos nós…

Chegamos com tempo ainda de tirar uma fotos com as estrelas antes do majestoso sol brilhar. Infelizmente a época que fomos não pegamos o sol alinhado aos Moais, porém grandioso no mesmo.

Terminamos o rolê na praia de Anakena, linda praia de água cristalina com um belo e conservado Ahu, o Ahu Nau Nau. Fizemos tudo com calma, apreciando muito o grande momento de ficar cara a cara com um verdadeiro Moai e banho de pacífico.

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Praia de Anakena – crédito: Claudia B.
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Fábrica de chapéu – crédito: Lucas CN
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Ahu Akivi – crédito: Claudia B.

No outro dia, ainda com a caminhonete, partimos para o Parque Nacional de Rapa Nui. Primeiro visitamos a fábrica de chápeus de pedra, depois fomos caminhar pelos diversos Moais espalhados pela fábrica de Moais.

Na segunda etapa do dia, fomos até o Ahu Akivi, o único que não fica na faixa costeira de ilha. São 7 Moais que segundo as lendas são os descobridores da ilha, são os únicos também a olhar para o mar, os outros tem as costas para o mar e estão sempre olhando para o interior da ilha.

Para finalizar o dia, pegamos um lindo e diferente pôr-do-sol dentro de uma caverna que terminava em uma falésia de frente para o oceano, a Ana Kakenga. Deixa eu tentar explicar.

Sabíamos da existência dessa caverna que na verdade foi um duto de lava em tempos remotos, porém encontrar a entrada não foi nada fácil, não havia nenhuma sinalização, era apenas um buraco na terra onde mal passava uma pessoa, um buraco de tatu.

Vi algo que poderia ser, peguei a lanterna do celular e lá me arrisquei, me retorci e entrei.  Depois de uns metros de buraco, uma grande clareira se abriu e logo se bifurcava em duas janelas para o mar. Precisa falar algo mais?

Estávamos no meio do penhasco, uns 10 metros de rocha pra cima e uns 30 metros para baixo, estávamos dentro de uma falésia em uma bela janela para o pôr-do-sol. Talvez em fotos seja mais fácil explicar a beleza do lugar.

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Caverna vulcanica – crédito: Lucas CN
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Caverna na falésia – crédito: Lucas CN
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Caverna Ana kakenga – crédito: Lucas CN
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Pôr-do-sol visto da caverna – crédito: Lucas CN

Esses são todos os atrativos que você deverá visitar em sua visita a Ilha de Páscoa, mas existem outras coisas a fazer como o interessante museu de Rapa Nui, alugar uma bike e refazer toda a volta na ilha em um dia ou mergulhar em mar aberto, até ver moais de baixo d’água é possível.

Onde comer

À culinária da ilha é sem dúvida voltada para frutos do mar e peixes. São diversos restaurantes na ilha. um que estava mais em conta e fizemos algumas refeições (inclusive foi onde alugamos o carro informalmente), foi o Chez Ramon no centrinho.

Para quem quiser algo um pouco melhor, e claro, mais caro e com boa atmosfera, recomendamos o é o shusi Manuia, fica bem próximo ao hostal, fora isso cozinhamos no hostal. Mas sem dúvida o mais famoso por conta do Lonely Planet é o Au bout du Monde (umbigo do mundo, ”apelido da ilha”).

Quando ir

A melhor época para visitar a Ilha de Páscoa é a da seca que é vai de dezembro até o fim de março, época que as passagens aéreas são bem caras. O mês de fevereiro é o mais festivo, a altíssima temporada com o festival cultural Tapati.

A época da baixa temporada e a época das chuvas, que vão de abril até novembro. Nós fomos em junho, pegamos chuvas todos os dias, no trekking do vulcão Orango, no passeio de bike, Parque Nacional, porém foram pancadas de 5 minutos, realmente uma nuvem passando perdida pelo pafícico, temperatura alta.

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Parque Nacional Rapa Nui – crédito: Lucas CN
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Rapa Nui – crédito: Lucas CN
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Ahu Tahai – crédito: Claudia B.
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Moai – crédito: Lucas CN

 


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Turismólogo de profissão, Lucas é o faz de tudo no Boralá (inclusive escrever em 3ª pessoa, rs), desde montar o site, otimizar os texto, tratar cada foto, mídia social etc… Lucas se diverte criando, escrevendo e claro, viajando.

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